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Mulheres Fantásticas

Existem mulheres na literatura que você precisa saber quem são.

Algumas não são tão conhecidas, mesmo tendo revolucionado ou firmado as bases do que hoje chamamos de ficção especulativa. Pense em todos os momentos de alegria e surpresa que vivemos nas palavras e na mente dos nossos autores preferidos, e lembre-se de prestar suas homenagens a essas mulheres que moldaram a literatura fantástica moderna.

Madame D’Aulnoy (1650 – 1705). Essa mulher simplesmente decidiu dar o nome dos seus textos de contes de feé, ou seja, sim, ela inventou o nome do gênero! E sim, já colecionava contos de fadas cem anos antes dos irmãos Grimm.

Sarah Trimmer (1741 – 1810). Escritora, estudiosa, reformadora educacional e crítica de literatura infantil, essa mulher foi responsável por definir o gênero infantil. Foram as histórias dela que inspiraram todas as que possuem animais como personagem e estabeleceram as bases do gênero. Filantropa, tradutora, fez mudanças revolucionárias na educação inglesa e cunhou o termo “jovem adulto”. É um crime reduzir todos os feitos dela a um mísero parágrafo.

Ann Radcliffe (1764 – 1823). Quando o Romantismo estava diminuindo a força do racionalismo iluminista, surgiu uma garota que, de tão tímida, vários autores abandonaram a tentativa de fazer uma biografia por falta de informação. Pioneira da ficção gótica, sua técnica de dar explicação para elementos aparentemente sobrenaturais impressionava de Dostoievsky a Edgar Allan Poe, Victor Hugo, Balzac, Dumas e vários outros. Ficção científica, romance policial e terror, todos devem prestar suas homenagens a Ann Radcliffe.

Mary Shelley (1797 – 1851). Não há muito que precise ser dito sobre Mary Shelley. Ela escreveu Frankenstein, o Prometeu moderno e revolucionou a literatura especulativa. Além disso, Mary viveu cercada de filósofos, seus pais e seu marido eram filósofos, e ela foi criada dentro de um sistema de cooperação feminina em sua família, que tentava estabelecer bases para uma reforma em toda sociedade civil. Com 15 anos, já era considerada um gênio e, aos 19, escreveu sua Magnum opus.

Sara Coleridge (1802 – 1852). O seu trabalho, Phantasmion, a fairy tale, foi descrito como o primeiro conto de fada criado em inglês, porém, sua importância vai muito além. O livro influenciou George MacDonald (autor de Phantastes, a fairy romance for man and woman), homem citado por todos os grandes autores de fantasia, a ponto de C.S. Lewis chamá-lo de seu “mestre”. O trabalho dela é tão incrível e detalhado que ela pode muito bem ser considerada a primeira worldbuilder.

Edith Nesbit (1858 – 1924). Usar pseudônimo andrógino não foi uma ideia original da Rowling. Publicada como E. Nesbit com o mesmo intuito, essa mulher escreveu e colaborou com mais de 60 livros infantis, muitos adaptados para cinema e televisão. Em seu tempo, a chamavam de inventora da aventura infantil, onde a história se passa com crianças, no mundo real, mas utilizando objetos mágicos. Hoje é considerada pioneira da fantasia contemporânea ou fantasia moderna, onde o fantástico se mistura a elementos modernos ou atuais. Antes dela, as crianças eram sempre levadas para outro mundo, e o real era reservado para histórias adultas.

Lembre-se dessas mulheres, e lembre-se que hoje, agora, ao seu lado, pode ter uma mulher pronta para revolucionar o mundo mais uma vez.

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