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Apanhado das últimas edições

Fizemos uma análise das últimas levas de contos recebidos na revista e elaboramos as dicas a seguir para ajudar os autores com detalhes e envios futuros.

Travessão. Hífen (-), meia-risca (–) e travessão (—) são coisas diferentes e usados em situações diferentes. Se algum deles estiver trocado no livro que você enviou para uma editora, há apenas três possibilidades: 1) seu livro será ignorado; 2) vão publicar como está ou podem tentar corrigir usando o substituir do Word, o que causa problemas; 3) vão mandar você corrigir. Para aqueles que ainda têm dúvida:

  • travessão (atalho do word Alt+0151) é o símbolo correto para se usar em diálogos e para substituir a vírgula/parênteses em orações intercaladas ou no destaque de alguma parte da frase;
  • meia-risca (atalho do word Alt+0150) deve ser usada somente para designar intervalos (p. ex., 1999–2010).

Construções emboladas. Cuidado com frases com muitas vírgulas, com vários desdobramentos e que não concluem de uma vez o pensamento. “O carro, que tem um motor V8, que faz 6km por litro, o que é muito, mesmo em relação a um avião, avião daqueles comerciais que…”.

Contos fora da proposta. Não foram tantos assim, mas é interessante ver como a quantidade deles aumentou em relação as edições anteriores. Ainda que sem temática específica, a revista é focada em ficção especulativa; ou seja, fantasia, ficção científica, terror e suspense.

Textos em PDF. Só aceitamos textos no formato .docx, pessoal. Tomem cuidado com essas questões de desclassificação imediata. Esses são detalhes que podem te desclassificar tanto na Literomancia quanto em outros editais e concursos.

Repetição de “ela/ele/dele/dela”. É um erro comum, mesmo em livros publicados. Nos empolgamos em algumas cenas de ação ou com muito valor emocional e escrevemos rápido, sem pensar muito. O resultado é um texto repleto de repetições de pronomes e até mudanças inconscientes no tempo verbal. Nunca esqueça de revisar seu texto com calma.

Caracterização exagerada. O leitor não tem tanto interesse nas características do seu personagem. O leitor quer saber mesmo o que ele vai fazer, o que acontecerá com ele, quais decisões ele vai tomar. Em uma entrevista com os atores da série de filmes Velozes e Furiosos, uma das dicas mais incríveis veio de uma das pessoas mais inesperadas: o lutador de WWE, John Cena. Ao ser questionado sobre as cenas de ação do filme, ele falou que, se o espectador não se importa com o personagem, elas não passam de piruetas. Caracterizar e descrever é importante, mas fique atento ao limite. Lembre-se: não conte, mostre.

Qualidade. Recebemos muitos contos inteligentes e com ótimas sacadas. Muitos ficaram de fora por questão de detalhes, mas definitivamente estão concorrendo a um espaço na próxima edição.

Diversidade. Recebemos contos de gente da nossa cidade (Porto Alegre), mas também de gente de todo lugar do Brasil e até mesmo de fora (Portugal). Além disso, a diversidade de faixa etária e origens/formações também está cada vez mais incrível!

Participação. Há pessoas nos enviando e-mails com elogios, mandando mensagens dos lugares onde a revista foi citada (fomos parar até em uma tese de mestrado em Portugal!) e querendo ter uma participação mais direta na revista. Há até quem nos tenha enviado currículos, e ficamos muito honrados e agradecidos, porém, a melhor forma de nos ajudar agora é nos enviando seus materiais (artigos, resenhas, contos, ilustrações, releases de quadrinhos, ilustrações, etc.) e nos divulgando por aí.

Leitura. É muito fácil identificar autores que leem bastante e aqueles que preferem apenas assistir séries e filmes. Muito fácil mesmo. É fácil identificar, no geral, quais são as influências dos autores conforme lemos os contos. E ficamos muito felizes que, na maioria dos contos enviados, as leituras parecem estar em dia.

Gênero. Muito dos contos que recebemos estão na linha divisória entre gêneros, e isso é muito interessante. Vocês não estão escrevendo pensando em se adaptar, mas sim deixando o pensamento fluir, sendo quem vocês realmente são. Essa era nossa proposta quando tomamos a decisão de não delimitar temáticas, e está dando maravilhosamente certo. Parabéns!

Paixão. Nós da revista Literomancia estudamos escrita com muito empenho, por isso, conseguimos identificar autores com e sem estudo teórico com certa facilidade. E por mais que o estudo dê uma vantagem muito grande, é difícil ignorar a paixão com que, mesmo aqueles sem o pleno entendimento do assunto, escrevem. Isso é prova de que a sensibilidade e a empatia são características que se destacam muito em um texto, e podemos enxergá-la na grande maioria dos que recebemos.

 

Leia nosso edital e envie seu material clicando aqui!

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